A interação entre andorinhas-azuis e seres humanos é muito antiga, e desde os primeiro registros essa interação afetou a conservação da espécie as vezes positivamente, as vezes negativamente.
LINHA DO TEMPO
SÉCULO 17
As andorinhas-azuis fazem ninhos em buracos feitos por outras aves como pica-paus, ou em cavidades naturais em rochas. No entanto, há centenas de anos, indígenas começaram a fornecer cabaças secas para as andorinhas-azuis contruírem seus ninhos.
1731
Essa prática foi mantida pelos europeus. No início dos anos 1700, o naturalista inglês Mark Catesby, visitando o estado da Virgínia, escreveu que “as pessoas hospedam andorinhas em armários preparados atrás das casas, assim como para os pombos.”
1827
Ilustração feita por John Audubon publicada no livro The Birds of Americas, representando a reprodução em cabaças.
1890
Eugene Schieffelin, um Novaiorquino amante de aves e das obras de Shakespeare, decidiu soltar no Central Park algumas espécies que aparecem nas obras do escritor inglês (exóticas nas Américas). Uma dessas espécies é o estorninho. Essa espécie compete agressivamente por ninhos com as andorinhas-azuis, destruindo ovos e matando filhotes.
1966
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37% da população de andorinhas-azuis perdida entre 1966 e 2015.
1986
O ornitólogo James R. Hill vem ao Brasil conhecer os locais onde as andorinhas-azuis formam bandos no estado de São Paulo. Ele percebe que as pessoas têm uma visão negativa da espécie por causa do barulho e sujeira nas praças, gerando conflitos e tentativas de espantá-las com rojões.
1987
James R. Hill cria a Purple Martin Conservation Association (PMCA), uma ONG dedicada à conservação da andorinha-azul por meio de pesquisa científica, cuidado com os ninhos e educação e divulgação científica, com parcerias em todas as Américas.
2018
A PMCA junto com a Disney Conservation e pesquisadores do Canadá formam parceria com o Instituto Butantan e o INPA para construir um programa de conservação da espécie no Brasil.